Carbono Azul


O carbono orgânico, intitulado de carbono azul, é o CO2 capturado na costa oceânica, na sua grande maioria através de pradarias marinhas, sapais e mangais.

Estes ecossistemas, constituídos por plantas, que através da fotossíntese realizada, incorporam o CO2, ficando o carbono sedimentado por baixo das mesmas, contribuem significativamente para a redução, e consequente mitigação, de CO2 na atmosfera. As plantas, anteriormente mencionadas, são extremamente eficientes na retenção deste componente (mais eficientes até que as florestas terrestes), impedindo que o CO2 retome o seu ciclo - que iria fazer com que regressasse à atmosfera e contribuísse para o efeito de estufa.

Os sistemas costeiros mencionados, desenvolvem-se no litoral, em regiões caracterizadas por elevada densidade populacional, contribuindo para a sua degradação, afetando o seu contributo para a descarbonização sustentável e consequentemente no combate ao aquecimento global. Para alem disso, outra consequência da destruição destes ecossistemas é a libertação do CO2 que lá se encontrava retido, passando estes locais a ser uma fonte de contaminação atmosférica.

Portugal, sendo um país costeiro tem ótimas condições para desenvolver estes ecossistemas, no entanto, “os sinais oferecidos a nível nacional, nomeadamente ao nível do Roteiro para a Neutralidade Carbónica 2050, não nos parecem ter refletido o peso potencial desta importante temática para a política ambiental nacional e, bem assim, aquele que poderá ser o respetivo contributo de longo-prazo para o alcance das metas e objetivos políticos ao nível da União Europeia para o período de 2021 a 2030.”

Fontes:

 

Macredie, P.I., Anton, A., Raven, J.A. et al. The future of Blue Carbon science. 2019
Filipe de Vasconcelos Freitas, 2021. O Carbono Azul.


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